sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então é natal... ♪ ♫

Natal...
Dia de comemoração?
Festas, alegrias... Feriado nacional!

Dia de celebrar.
Celebrar, mas... Celebrar o que, mesmo?

Mortes, fome. Um mundo em guerra e alguém posando pra uma foto.

Bela, mística, diferente.
Correto, tântrico: indecente!

Os lares enchem;
As famílias se reúnem...
Pra quê?

Intrigas, falsidades e mais um pouco se vai.

A discórdia de um ano, sustenida por um dia.
Ou não!

Momentos, conversas, sentidos.
Sorrisos, gestos: falídos.

Pose e desejo de lados distintos de uma mesma direção.

Vocês querem. Nós podemos... Eles não!
Direção? Apenas a distância.

O que querem realmente?
Auto-completar-se em algumas horas
O que desperdíçaram longíquamente, todo este tempo?

Esqueça!

Fechemos os olhos para a mão que nos cerca.
Esqueçamos da velha história suja e o altruísmo facista.
O melhor caminho é a sinceridade.

Não me importo
Não ajudo
Mesmo que possa, não é minha responsabilidade lhe completar

Dê-me licença, porque hoje é natal.
Meu particular, feriado nacional.



[Rei distante de um paraíso sem súditos. Este eu sou.]


( By d r i K o ) -- 25/12/2010 || 04h:26min

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Se houvesse tempo

Queria fazer novamente existir
Saber exatamente o que fazer
O que querer. -Sentir!

Sua presença, essencial se tornou
Queria o que não posso. Lembrar?
Ah! Já passou! Não nos preocupemos mais.

Saber onde está; o que faz, agora...
Não sei. Sei; seu; meu? Nosso!
É o que seríamos, se não tivéssemos sido.

Seria se ainda estivesse existindo
Aquela "coisa" que com você partiu
Apenas sangrou e o mau se foi.

Entre nós dois, o que sobrou já nem é.
Não é importante, por um instante.
Nem sei.
O que quer dizer? É saber este parecer...

O espaço entre você e os outros
Nada mais é, do que entre nós o esforço:
Pra nos suportar, querer e conjugar

Mais do que "saber", como vai você
é este amar, sentindo o medo
sabendo e querendo,
no mar da incerteza, cair e morrer
sem se afogar.


( By d r i K o ) || 18/12/2010 -- 04H:01m

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Depois da neblina, vem o Sol.

Por Deus, eu sei que não é assim que se faz
Mas seguirei, por piedade a mim mesmo.
O que eu mais queria, agora é poder te abraçar novamente
Dizer que te amo, e falar que você ainda é minha vida
Mas não posso mais.
Isso dói muito, não vou mentir
Mas se para chegar ao bem, as lágrimas são necessárias
Assim o farei
Não digo por mim:
A perdição é eterna, mas não quero mais ver você chorar.

Se pensas que tudo isso, faço por prazer
está enganada.
Cansei, apenas de acelerar meu coração com sua imagem
sabendo que nunca "seria".

Se acreditas que não, saiba que sim:
Eu te AMO.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Jamais grite para o mundo que não está aqui.

"Mate-me os sentidos e devora-me o coração!" - Foi o que ela gritou, no ápice do sonho.

Recostado na poltrona, à sua frente, ele se perguntava o que se passava no interior daquela garota, cuja súplicas eram tão intensas.

Não mais sabía se poderia confiar no que diziam os sentidos.

Foi para a cama e dormiu, na esperança de ser atendido por um doce afeto que tocasse a alma daquela mulher.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ideias 01

Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...

(Rubem Alves)

Extratos de uma essência qualquer

E naquela carta, André, assim dizia:

"Querida Camila. Desculpe, mas não mais dar-te-ei um beijo. Embora meu amor por você ainda seja infinito, o medo de te perder continua e é tão grande quanto o desejo de te acompanhar." [...]


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Conversa de botas batidas [...]

Em uma sala qualquer, dois amigos jogam video game...

- Esta parte é fo%''*
- É mesmo? Já passou por aqui?
- Sim. Agora você vai descer pra um outro lugar, aí.
- Humm.
- Lá embaixo, é onde "um filho chora e a mãe não vê!"
- Hehe!
- Ou melhor... Lá embaixo, o filho chora e a mãe nem fica sabendo!

Um dos amigos olha para o outro que falava, com ar desconfiado.

O outro continua:

_ Ah! Quer saber? Lá embaixo, é tão dificil, mas tão dificil, que ninguém saí vivo, de lá!- e continua:
- Lá embaixo, as mães são tão perdidas, que ainda nem descobriram que têm filhos!


Um sorriso maroto. Os dois riem e se consomem na finita tarde de mais um Domingo à toa.



( By d r i K o ) 02:48H || 21/09/2010